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O Uro-Oncologia é uma sub-especialidade da Urologia que consiste no estudo (diagnóstico, tratamento, prognóstico e prevenção) das neoplasias benignas e malignas do trato urinário, genital e retroperitônio. São considerados os seguintes órgãos: glândula adrenal, rim, ureter, bexiga, uretra, próstata, vesículas seminais, pênis, bolsa testicular e testículos. Em geral o treinamento é realizado por no mínimo 1 ano em Serviço Oncológico de referência com alto volume de casos onde, além de treinamento cirúrgico específico para o tratamento dos tumores urológicos citados acima, o Uro-Oncologista desenvolve um elo com a Oncologia Clínica, Radiologia, Radioterapia, Terapia Intensiva, Patologia, Fisioterapia e Psicologia onde o objetivo conjunto é o sucesso do tratamento.

Esta sub-especialidade tem ganho cada vez mais importância, sobretudo devido à incidência aumentada desses tumores, especialmente no homem. Vinte e cinco por cento dos tumores malignos não cutâneos do homem são representados pela neoplasia maligna da próstata representando no Brasil 63.100 novos casos em 2014 e 233.000 novos casos nos Estados Unidos no mesmo ano. Isso, consequência da maior longevidade, fatores ambientais, rastreamento oportunístico e também ao avanço dos exames diagnósticos laboratoriais e por imagem.

Inicialmente a abordagem cirúrgica desses órgãos era feita por técnica aberta através de grandes incisões representando elevada taxa de complicações tais como infecção do sítio cirúrgico, transfusão sanguínea, necessidade de UTI, dor pós-operatória, elevada permanência hospitalar e retorno tardio a atividade habituais

Com o advento das técnicas minimamente invasivas (cirurgia realizada com a ajuda de câmeras, que são introduzidas na cavidade pélvica e abdominal por meio de pequenas incisões) que ganharam maior aceitação na Urologia após as publicações de Clayman e colaboradores descrevendo a nefrectomia por via laparoscópica, esses procedimentos propiciaram uma recuperação otimizada por parte dos pacientes. A partir desses trabalhos outros acessos minimamente invasivos foram descritos tais como cirurgias por orifícios naturais (NOTES – Natural Orifice Translumenal Endoscopic Surgery), cirurgias por orifício único (Single Site Surgery) e cirurgia robótica (Robotic Surgery) tendo como benefícios menores incisões, menor lesão tecidual, menor taxa de transfusão sanguínea, menor necessidade de UTI, menor dor pós-operatória, menor taxa de permanência hospitalar e retorno precoce as atividades, preservando os princípios oncológicos de retirada adequada do órgão acometido (figura 2).

Para alcançar os mesmos resultados da cirurgia convencional – aberta, o Uro-oncologista deve também realizar treinamento em acessos minimamente invasivos em especial a laparoscopia e em centros com maior recurso financeiro o acesso robótico o que leva em média um ano para desenvolvimento adequado da curva de aprendizado e consequente benefício da técnica. No Brasil, esse conceito tem ganho mais e mais adeptos garantindo um tratamento de alto padrão científico e tecnológico aos pacientes com câncer urogenital, levando a melhoria expressiva das salas cirúrgicas hoje consolidando o conceito de sala cirúrgica inteligente (figura 3).

Os maiores benefícios da técnica robótica são para o tratamento cirúrgico do câncer de próstata localizado, a prostatectomia radical robótica onde o cirurgião trabalha com maior conforto em um console e sem o tremor observado das pinças laparoscópicas pelo manuseio do cirurgião o que não é observado nos braços robóticos (figura 4).

Alguns trabalhos demonstram resultados superiores quanto a preservação da potência sexual nas cirurgias prostáticas quando se utiliza a técnica robótica devido ao menor sangramento, imagem 3D, alta definição e aumento significativo das estruturas anatômicas. Esses dados são contestados por cirurgiões que realizam o procedimento pelo acesso convencional e laparoscópico afirmando que ainda não existem trabalhos de qualidade que demonstrem tal benefício. Para as cirurgias renais, as técnicas minimamente invasivas são de longe as mais indicadas tendo como fator limitante o tamanho tumoral onde as grandes massas tumorais são abordadas preferencialmente por cirurgia convencional.

Isso reforça o conceito de que em Medicina cada caso é único. Haverá situações em que os procedimentos tradicionais continuarão a ser os mais indicados. Mas, quando os dois caminhos forem possíveis, as cirurgias minimamente invasivas poderão trazer mais vantagens claras como destacado na literature médica mundial. O papel do médico é apresentar todos os benefícios e riscos de cada uma. E a decisão tem sempre de ser tomada levando em conta o melhor para o paciente.

Os avanços são impressionantes na área da Uro-oncologia, não só referente as cirurgias mas também a novas drogas, maior conhecimento da biologia da célula tumorais, novos métodos diagnósticos o que exige consequentemente, cada vez mais dedicação do profissional que atua nessa área. Portanto, quando for escolher o seu Médico, avalie cuidadosamente sua formação técnica, o número de cirurgias realizadas por ano e principalmente seus resultados. Isso sem deixar de lado a postura humana o que garante mais envolvimento e confiança por parte do paciente e seus familiares.

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